Novo tratamento para leucemia

Publicado em: 29/05/2012

Há 30 anos, receber o diagnóstico de leucemia mieloide crônica ou leucemia mieloide aguda significava encarar tratamentos com resultados pouco satisfatórios.

Hoje o cenário é outro e, felizmente, o avanço tecnológico, primeiro com o transplante de medula óssea e agora com os novos medicamentos desenvolvidos, trouxe esperança de qualidade de vida para o paciente e até de cura da doença. O mais novo recurso contra a leucemia mieloide crônica e para alguns casos de leucemia mieloide aguda é o Dasatinibe, um medicamento disponível nos Estados Unidos, e em fase de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Disponível, em breve, no Brasil.

O estudo sobre o medicamento foi publicado no conceituado jornal da Sociedade Americana de Hematologia e desenvolvido em vários países entre 2005 e 2006. No Brasil o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) participou do estudo em parceria com a Unicamp, a USP, o Inca (RJ) e o Hospital Clínicas da Universidade do Paraná. O Dasatinibe é a nova alternativa para os pacientes adultos que desenvolveram resistência a outro medicamento, o Imatinibe.

Estudos com o Imatinibe também foram realizados de forma pioneira pelo HIAE. Alguns deles realizados junto ao Instituto de Ciências Biomédicas da USP receberam prêmios em dois Congressos Nacionais de Hematologia em anos sucessivos e o Prêmio Oncologia Saúde Brasil.

Como age no organismo

A leucemia mieloide crônica e alguns casos de leucemia linfoide aguda são o resultado de uma alteração genética – não hereditária – que ocorre durante a troca entre os cromossomos 9 e 22, o que estimula o aparecimento de dois novos genes: o bcr-abl, responsáveis pelo desenvolvimento da doença. O Imatinibe e o Dasatinibe agem exatamente nesses dois genes, inibindo seu desenvolvimento.

De acordo com dr. Nelson Hamerschlak, hematologista do HIAE, esse tratamento, chamado de terapia de alvos moleculares, age no defeito molecular. “Foi considerada uma revolução. É a segunda vez que a leucemia mieloide crônica foi modelo na Oncologia. A primeira, em 1960, quando foi descoberta a alteração cromossômica ligada a ela e agora em que se provou que um medicamento pode inibir uma doença com alteração molecular. Esse sucesso aponta um caminho que pode ser usado para outros cânceres”, explica.

Com a evolução nos tratamentos, esse tipo de leucemia transformou-se numa doença crônica, assim como o colesterol alto ou a hipertensão. O tratamento é feito com uma atitude bem simples: tomar o comprimido de forma regrada. Os efeitos colaterais – como enjôo e retenção de líquidos – são pequenos e controláveis. Mas o dr. Hamerschlak adverte: o paciente deve consultar seu médico e receber dele a indicação do medicamento.

Progressos na Oncologia

O medicamento anterior ao Dasatinibe, o Imatinibe, foi desenvolvido entre 1999 e 2001, com a participação do HIAE em protocolos de acesso expandido, para combater a alteração nos cromossomos em crianças e adultos. Entretanto, alguns pacientes apresentaram resistência ao medicamento e a doença voltou. Essas pessoas se candidataram como voluntárias durante as pesquisas.

Segundo o dr. Hamerschlak, o Dasatinibe mostrou-se eficaz nos casos de resistência ou intolerância ao Imatinibe, pois o medicamento permitiu que os genes alterados parassem de se multiplicar.

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Evolução no Tratamento de Câncer de Mama

Publicado em: 29/05/2012

O tratamento atual do câncer de mama pode ser considerado um exemplo da evolução da medicina nas últimas décadas. Especialmente no que se refere à cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

A cirurgia foi o primeiro tratamento que efetivamente alterou o curso da doença, e até hoje é um dos principais métodos utilizados, tanto com finalidade de diagnóstico, preventivo, curativo ou mesmo paliativo. Contudo, há 2 ou 3 décadas atrás, todas as mulheres diagnosticadas com tumor maligno nos seios tinham indicação de mastectomia radical, segundo a técnica de Halsted. Nesse tipo de procedimento, o cirurgião extirpava a mama inteira, junto com os músculos peitorais, esvaziando a axila para retirar os gânglios. Logo depois, a paciente era encaminhada para a radioterapia de toda aquela região, com objetivo de eliminar qualquer foco de células malignas que por ventura restassem.  A consequência mais triste desse procedimento era a mutilação das mulheres. A retirada do músculo peitoral deixava visível os ossos sob a pele, e o braços daquele lado inchavam de forma irreversível, chegando a ficar com o dobro de tamanho do outro.

Esse procedimento salvou a vida de milhares de mulheres, mas graças aos avanços tecnológicos, as formas de tratamento mudaram consideravelmente. Hoje, mesmo as pacientes com grandes tumores, podem ser previamente tratadas com quimioterapia, diminuindo o tamanho dos nódulos, para depois serem submetidas as cirurgias tradicionais que, contudo, preservam a maior parte do seio, retirando apenas um gânglio da axila para estudo.

Junto a isso, as avançadas técnicas de radioterapia permitem que essas mulheres sejam irradiadas com o mínimo de desconforto possível, praticamente sem seqüelas definitivas.  Ao mesmo tempo, a descoberta de drogas quimioterápicas e de tratamentos hormonais cada vez mais eficazes conduziu o tratamento de câncer de mama a uma evolução ainda mais importante, alcançando índices de cura que não podiam ser imaginados há algumas décadas, quando as primeiras mastectomias foram realizadas.

Atualmente, o tratamento do câncer de mama, que é uma das doenças mais freqüentes entre as mulheres, pode ser feito com cirurgias menos radicais, preservando parte da mama e da auto estima da paciente.

Contudo, vale salientar sempre que, quanto mais cedo for diagnosticado o problema, maior a probabilidades de cura definitiva. Isso faz com que os exames de prevenção sejam cada vez mais importantes, especialmente depois que a mulher completa 40 anos.

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