O tratamento atual do câncer de mama pode ser considerado um exemplo da evolução da medicina nas últimas décadas. Especialmente no que se refere à cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

A cirurgia foi o primeiro tratamento que efetivamente alterou o curso da doença, e até hoje é um dos principais métodos utilizados, tanto com finalidade de diagnóstico, preventivo, curativo ou mesmo paliativo. Contudo, há 2 ou 3 décadas atrás, todas as mulheres diagnosticadas com tumor maligno nos seios tinham indicação de mastectomia radical, segundo a técnica de Halsted. Nesse tipo de procedimento, o cirurgião extirpava a mama inteira, junto com os músculos peitorais, esvaziando a axila para retirar os gânglios. Logo depois, a paciente era encaminhada para a radioterapia de toda aquela região, com objetivo de eliminar qualquer foco de células malignas que por ventura restassem.  A consequência mais triste desse procedimento era a mutilação das mulheres. A retirada do músculo peitoral deixava visível os ossos sob a pele, e o braços daquele lado inchavam de forma irreversível, chegando a ficar com o dobro de tamanho do outro.

Esse procedimento salvou a vida de milhares de mulheres, mas graças aos avanços tecnológicos, as formas de tratamento mudaram consideravelmente. Hoje, mesmo as pacientes com grandes tumores, podem ser previamente tratadas com quimioterapia, diminuindo o tamanho dos nódulos, para depois serem submetidas as cirurgias tradicionais que, contudo, preservam a maior parte do seio, retirando apenas um gânglio da axila para estudo.

Junto a isso, as avançadas técnicas de radioterapia permitem que essas mulheres sejam irradiadas com o mínimo de desconforto possível, praticamente sem seqüelas definitivas.  Ao mesmo tempo, a descoberta de drogas quimioterápicas e de tratamentos hormonais cada vez mais eficazes conduziu o tratamento de câncer de mama a uma evolução ainda mais importante, alcançando índices de cura que não podiam ser imaginados há algumas décadas, quando as primeiras mastectomias foram realizadas.

Atualmente, o tratamento do câncer de mama, que é uma das doenças mais freqüentes entre as mulheres, pode ser feito com cirurgias menos radicais, preservando parte da mama e da auto estima da paciente.

Contudo, vale salientar sempre que, quanto mais cedo for diagnosticado o problema, maior a probabilidades de cura definitiva. Isso faz com que os exames de prevenção sejam cada vez mais importantes, especialmente depois que a mulher completa 40 anos.

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