O ecocardiograma fetal avalia o coração de um bebê durante a gestação (feto). O médico recomenda este tipo de exame para saber se o coração do feto tem algum problema cardíaco. Este exame pode detectar más-formações cardíacas, acompanhamento de fetos com problemas cardíacos, aconselhamento genético-cardiológico para os pais e planejamento do parto em hospital com suporte em cardiologia pediátrica e cirurgia cardíaca.

Fatores maternos

1. Idade materna superior a 35 anos.

2. História Familiar de cardiopatia congênita (aumento de risco de 10% se pais afetados).

3. Filho anterior cardiopata (aumento de risco de 2% para 1 afetado, 10% para 2 afetados, lembrando que a incidência de cardiopatias na população é de 1%).

4. Doenças maternas: Diabetes mellitus (risco de cardiopatia fetal em torno de 2%; o controle adequado do diabetes no início da gestação provavelmente reduz esse risco), Doenças auto-imunes (Lúpus), Fenilcetonúria e Isoimunização Rh

5. Exposição a agentes comprovadamente cardio-teratogênicos (lítio, anticonvulsivantes) ou com ação em canal arterial (vasoconstrictor nasal em grande quantidade e anti-inflamatórios não hormonais).

Fatores fetais:

1. Translucência nucal aumentada, independente do resultado do cariótipo.

2. Doppler do ducto venoso anormal no primeiro trimestre e/ou presença de regurgitação da valva tricúspide

3. Gestantes “normais” cuja ultrassonografia obstétrica revelou aspecto anormal do coração fetal pelo rastreamento (corte de 4 câmaras ou saída das artérias anormal). É considerado o grupo de mais alto risco.

4. Anomalias extra-cardíacas e cariótipo fetal alterado.

5. Restrição de crescimento fetal grave (peso fetal abaixo do percentil 5 para a idade gestacional).

6. Gestação múltipla (notadamente as monocoriônicas).

7. Hidropisia fetal não imune.

8. Arritmias fetais (foco arrítmico ou com “pausas”)

9. Bradicardia (freqüência cardíaca menor que 100 bpm). Lembrar que as bradicardias transitórias costumam ser benignas e que as bradicardias mantidas com freqüências abaixo de 80 bpm costumam ser formas de bloqueio atrio-ventricular e, portanto, devem ser estudadas o mais rápido possível.

10. Taquicardia (Frequência acima de 200 bpm). É emergência em cardiologia fetal pelo risco de óbito e hidropsia. Indicar ecocardiografia para definição seguida de tratamento imediato.

Não é preciso que a gestante faça qualquer tipo de preparação prévia ao ecocardiograma fetal. Em outras ultra-sonografias que ela deve fazer durante a gestação, é freqüente que lhe seja recomendado ingerir bastante água, para encher a bexiga. Isto não se aplica à ecocardiografia fetal rotineira. Além disso, não há contra-indicação para a realização do exame na vigência de febre ou outras situações clínicas, salvo as que causam desconforto para sair de casa. É importante lembrar que este é um exame não invasivo e que não traz prejuízos à mãe ou ao bebê. Um aspecto que pode ajudar a realização de um estudo tranqüilo é o relaxamento que a gestante possa obter, de forma a que uma menor ansiedade a faça sentir-se melhor até para acompanhar a obtenção das imagens de uma maneira participativa.